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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

De boas intenções o inferno está cheio?

Por Rosiane Braga
Foto: DDiArte
Hoje resolvi escrever este post porque percebo que as pessoas estão cada vez mais solitárias por não acreditar nas outras. O problema é que o fato de estarem sozinhas é opcional. Não sou psicóloga, mas este mês tenho sido vítima de desabafos sobre situações que caracteriza esta revolta.
O desejo cada vez maior de alcançar os objetivos é um dos fatores que acarretam comportamentos desleais. Muitas pessoas preferem usar falsas imagens que aparentam um perfil amigável por medo da exposição.  A utilização de redes sociais para criar outras identidades é explícita.
Supomos que a explicação para tais atitudes envolve medo do julgamento da sociedade, preconceitos e ânsia por satisfazer expectativas. Não devemos generalizar as situações, ainda se pode confiar nas pessoas. Tudo é relativo! O que pode ser feito é ter cautela no acreditar e revelar.
O escritor Oscar Wilde afirma que “As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualque…

Eternamente criança

Por Rosiane Braga
Foto: DDiArte
Ilari, lari ê Ô, ô, ô Ilari, lari ê Ô, ô, ô deixe fluir a criança que existe dentro de você! Senti o cheirinho do que eu tinha escondido na lancheira e lembrei que na gaveta guardava o meu elefante rosa preferido. Gostoso também é lembrar do último pedaço do cobertor minúsculo que arrastava pela casa. O bico não deixou herança, o que restava dele o ratinho do telhado levou.
Silêncio! Tá na hora do Pica-Pau e a seqüência repetia: Tom e Jerry, O Mundo Fantástico de Boby, Tartarugas Ninjas.... Pausa só na hora da tarefa de casa! Expectativas vinham quando a tia pregava na agenda o convite de aniversário do coleguinha. Mãe prepare a lembrança porque amanhã é dia de festa na escola.
Máscara de carnaval, ovo de páscoa, cartinha para mamãe e papai tudo isso e muito mais. Algodão doce prega nos dentes! Hum, alfabetização! Já sei todas as famílias e escrevo o meu nome... E o tempo passa, mas o bom mesmo é ser a noivinha da quadrilha com o menino mais lindo da sal…

Hora de Mudança

Por Rosiane Braga
Foto: Fábio Miguel
Terminado o carnaval, eis que nos encontramos com os seus melancólicos despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são uns tristes esqueletos de madeira; oscilam no ar farrapos de ornamentos sem sentido, magros, amarelos e encarnados, batidos pelo vento, enrodilhados em suas cordas; torres coloridas, como desmesurados brinquedos, sustentam-se de pé, intrusas, anômalas, entre as árvores e os postes. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade. (Cecília Meireles)
Na quarta-feira de cinzas é o dia propício para lembrar da famosa frase dita por muitas pessoas “Mudança, só depois do carnaval”. Acredito que para quem realmente almeja transformação as atitudes deveriam ser tomadas já no dia dois de janeiro. Depois de quase dois meses do novo ano as aulas na maioria das universidades começam amanhã. Os estudantes de volta à ativa!
Como não podemos voltar atrás à hora de rever os planos é agora! Está dese…

Sua vida muda quando você muda!

Um dia, quando os funcionários de uma empresa chegaram para trabalhar encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estavam escritas as seguintes palavras: “Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida nesta empresa. Você está convidado para o velório dela, que será realizado na quadra de esportes”.
No início, todos os funcionários se entristeceram com a morte de alguém do trabalho. Porém, depois de algum tempo, eles começaram a ficar curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento profissional na empresa.
A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação da multidão aumentava mais ainda: - Quem será que estava atrapalhando o meu progresso? - Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, todos os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor a fim de descobrir quem era o defunto, engoliam se…

Carnaval

Por Rosiane Braga

Falta apenas um dia para a efetivação das festas carnavalescas em todo o país. Em alguns estados os brasileiros já caíram na folia. Nesta festa “desorganizada” predomina o caráter popular e ainda é considerada uma forma de festa bastante tradicional, pois persistiu por vários anos com o mesmo aspecto.
A vantagem é para quem fica em casa assistindo as maravilhosas coreografias das escolas de Samba. São merecedoras de todo o nosso apreço! Não sou contra de forma alguma o carnaval de rua. Inclusive não fico fora dele! O estado de preocupação com relação ao andamento destas festas é por estar ciente de que o balanço pós-carnaval nem sempre tem um final feliz para todos.
Seria muito bom falar apenas da animação dos blocos, dos amigos que reencontramos ou dos detalhes da viagem inesquecível. Isso não é notícia e não vende. Fica apenas nos diários, no ter o que contar e nos álbuns de fotografias. As pautas da Quarta-feira de Cinzas são rotineiras. Os números dos acidente…

Preocupação alheia ( II )

Por Rosiane Braga

Ana mora na Rua das Alvoradas, na Casa 01 nº521, em frente ao açougue do Zé e ao lado da venda da esquina. Trabalha o dia todo e estuda a noite. Nos finais de semana procura descontrair com os amigos. Dona Tereza esposa do dono do açougue, não trabalha fora e vive na calçada preocupada com a vida de Ana.  A venda da esquina é o ponto de encontro das donas de casa, moradoras da rua, que adoram fazer fofoca. Ninguém escapa daqueles olhares!
Quem nunca passou por situação semelhante? Ei! Não veja isso como uma forma de expressar o desejo de “matar” alguém que sempre preocupa com a minha vida! Infelizmente não podemos impedir que este instinto humano se dissipe. O importante é  esquecer o que os outros pensam e viver de acordo com seus anseios.                                                                                                                                (Foto: David Ramos) Portanto Reflita:����������������������������������������������������������������…

Preocupação alheia ( I )

Hi! Deixa que digam Que pensem, que falem
Deixa isso prá lá
Vem prá cá
O que é que tem?
E eu não tô fazendo nada
Nem você também
Faz mal bater um papo
Assim gostoso, com alguém?
Eu disse deixeeeeeeeeee...
Vai, vai, por mim
Balanço de amor, é assim
Mãozinhas com mãozinhas
Prá lá
Beijinhos com beijinhos
Prá cá
Oh! Oh! Oh!...



Foto: Marcio Farias Deixa Isso pra lá Lulu Santos

A Alma do outro

A alma do outro é uma floresta escura, disse o poeta Rainer Maria Rilke. A vida nos ensina quanto isso é verdade. Pais, filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relacão intensa, podem se divertirem juntos e sofrerem juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes um para o outro, superar grandes conflitos, mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se espõe nem se dissipa.
Nem todos os mal entendidos, mágoas e brigas, se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação. Porque até a morte, nós conhecemos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem eu sou,como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo...Como agir direito? Nesse momento escrevo, como já disse, um livro sobre o silêncio... Começou como um ensaio na linha de O RIO DO MEIO e PERDAS E GANHOS, mas acabou se tornando um romance, em pleno processo de elaboração. Isso me fez refletir mais agudamente sobre a q…

Liberte-se!

Foto: Luisa Abreu
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40 graus, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de "dor de cotovelo". Alguns trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isto acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórica no assunto. Acho que as pessoas não gastam o seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam dez ou vinte anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O …

Mulheres: as marionetes do amor

Por Rosiane Braga Foto: Renato Miguel

Atribuir essa denominação a nós mulheres não quer dizer que somos subordinadas aos homens. No decorrer da vida o gênero feminino tem uma relação com a sua própria feminilidade.  Quanto mais sentirem realizadas estímulos para qualidades próprias como delicadeza, sensibilidade e vontade de um amor bem sucedido persistem. Um jeito de canalizar e então fluir o estrogênio.
Eles não nos entendem! São inúmeros os detalhes que penetram a nossa alma e nos fazem respirar melhor. As flores, os pequenos agrados e mimos. Não sabem dar atenção necessária e de que mesmo com sono é muito importante serem bons ouvintes. Vivemos com corações abertos na esperança de uma supra-realização do amor.
Os desentendimentos acontecem muitas vezes pela falta de compreensão da grande geniosidade masculina. Tentar relevar situações desconfortáveis e promover diálogo são métodos capazes de evitar os descontentamentos. O amor é um dom supremo! Se soubermos a melhor maneira de cul…

Memories of a life time

Por Rosiane Braga

Ah eu quero esquecer! Esquecer! Esquecer! O pedido soa como um eco e não se liberta da mente humana. Somos assim! Seria fascinante se pudéssemos apagar tudo o que nos incomoda. O dia vai e vem às coisas acontecem, o que se foi apenas sai do cenário como uma donzela que recitava o belo poema no palco e esqueceu a letra. 
Ai que saudade! Dos tempos de criança quando se apagava o desenho torto e feio da escola e que podia tentar outra vez ou outras vezes. Tentar imaginar aquela grande borracha branca em nossa vida parece motivador, mas na vida não se utiliza às borrachas.
Que pena! Daquelas pessoas que não conseguem desmontar o cenário onde a peça não deu certo. Difícil? É sim, mas não impossível! Surpreendente é quando encontramos aquele bilhete dentro da agenda ou aquela aliança que a mãe guardou depois de ser jogada fora. Ah as mães! Elas não são culpadas de trazer as más lembranças. São as mães que mais desejam que as nossas histórias tenham o final feliz.
“Desejo …

Eu amo ser mulher

Queridíssimas, recebi isso é achei muito legal vou compartilhar com vocês!
Nós Mulheres, não broxamos.  Dirigimos melhor. Não ficamos carecas. Não sofremos de fimose. Temos um dia internacional. Sentar de pernas fechadas não dói. Podemos usar tanto rosa quanto azul. Temos certeza que o filho é nosso. Temos prioridade em botes salva-vidas. Com uma greve de sexo conseguimos qualquer coisa. Não pagamos a conta.
No máximo rachamos. A programação da TV é 90% voltada pra nós. Somos os primeiros reféns a serem libertados. A idade não atrapalha nosso desempenho sexual Podemos ficar excitadas sem que ninguém perceba.
Somos nós que somos carregadas na noite de núpcias. Se somos traídas, somos vítimas se traímos, eles são cornos. Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas. Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixatriz não é nada. 98% da indústria de cosméticos e 89% da indústria da moda são voltadas pra nós. Você não precisa ser perfeita pra ouvir …

Mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho

Por Rosiane Braga
Lavar roupa todo dia que agonia! Este é o grito de socorro das mulheres que vivem subordinadas pelos maridos. Seres limitados àquela história de que mulher nasceu para cuidar da casa, marido e filhos. Condições impostas e aceitas pela preservação de valores e tradições.
A efetivação dos afazeres domésticos faz parte da realização pessoal de muitas mulheres. Outras já os fazem por necessidade. O grande desafio é a quebra de barreiras. Mesmo conscientes de que a deterioração da renda e à necessidade de contribuir para a sobrevivência da família foram fatores contribuintes para a elevação da participação feminina no mercado.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), em sete anos foi verificado um aumento contínuo de participação das mulheres no mercado de trabalho, embora elas ainda sejam minoria. Em 2003, as trabalhadoras representavam 43% da população ocupada, ou 8 milhões de pessoas. Já em 2009, elas correspondiam a 45,1% desse total, somando 9,6 milhões de…