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Mostrando postagens de Abril, 2010

Dia do Trabalho!

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Por Rosiane Braga Foto: Karina Bertoncini
Dia 1º de maio, dia do trabalho! Um dia digno para todos aqueles que todos os dias lutam para garantia de sobrevivência neste mundo cheio de concorrências e determinações. No Brasil a mão-de-obra é diversificada e pouco remunerada. Muito emprego e falta de qualificação profissional. Toda profissão é grande quando realizada com grandeza!
Não é pertinente apontar todos os problemas que rodeiam o cotidiano trabalhista porque seria desnecessário mais uma vez demonstrar fatos e opiniões que todos os dias marcam a realidade dos brasileiros. Se você tem um trabalho agradeça por tê-lo! E se há oportunidades de qualificação, saiba que muitos não as possuem.
É gratificante ouvir histórias de pessoas que construíram vidas em um único ambiente de trabalho. Muitas se entregaram a ele de corpo e alma. Não quero generalizar situações e nem dizer que as pessoas devem dedicar toda a sua vida trabalhando em uma única empresa. A questão é que trabalham há tanto…

A espera!

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Por Rosiane Braga
Foto: Filipa

Na vida temos que esperar... esperar... e esperar! Quem não esperou nove meses para vir ao mundo? O condicionamento da espera às vezes nos irrita. Perca de tempo? Talvez! Já diz o velho ditado “que a pressa é a inimiga da perfeição”. E a espera seria a inimiga do tempo?

Ana tinha o dia cheio, seus deveres iriam tomar o dia inteiro.
Neste dia sua irmã foi mais esperta, acordou primeiro e logo entrou no banheiro.
Ana teve que esperar...
Para adiantar, a água do café já estava a borbulhar
Ligou para o padeiro que era esperto e traiçoeiro e o pão iria atrasar
Ana teve que esperar...
Sentou na cadeira, olhou para a lareira e o dia já estava a clarear
Saiu de casa depressa, esqueceu todo o dinheiro
Sua irmã ligou para o porteiro, que gritou a Ana de lá
Ana teve que esperar...
Perdeu o ônibus na certa
Olhava para o relógio e a rua deserta
Ana teve que esperar...
Chegou a Avenida Anhanguera, mas de muito azar aquele dia era
O pneu do ônibus veio a furar
Ai…

Pra começo de conversa!

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Por Rosiane Baga
Foto: Carlos Vilela

O ideal seria obedecer a “lei natural” das coisas impostas pelos blogueiros e inserir no primeiro post: perfil, objetivo, pretensão e etc. A partir do pressuposto de que na maioria das vezes a igualdade predomina na introdução dos blogs, veio à tona a justificativa do porque os alunos não costumam freqüentar a primeira semana de aula. Talvez seja uma comparação totalmente sem conexão mais válida quando se parte dessa representação uniforme encontrada nas duas circunstâncias.
Esta apresentação inicial pode ser considerada comum nos blogs assim como nas didáticas da primeira semana de aula nos centros de ensino, mas ao mesmo tempo complexa quando se trata do questionamento de “Quem sou eu?”. Esse é o típico assunto que de tão complicado instiga as respostas mais comuns. Muitas vezes as pessoas limitam todas as suas idéias aos elementos básicos de uma apresentação fazendo com que quem lê crie a sua própria definição a respeito dos indivíduos.
Já nas …

Coisas que fiz!

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Por Clarice Lispector
Foto: Rodrigo Silva

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive…

Senta que lá vem estória!

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O Trajeto

Por Rosiane Braga
Foto: Joana Orêncio

Os dias de domingo são propícios para as pessoas diversificarem suas atividades diárias. Hoje fui até uma cidade vizinha. Dois garis foram o meu alvo quando me distanciei da minha residência, eu realmente não sabia que eles trabalhavam no primeiro dia da semana.

Em seguida um senhor dirigia um ônibus e ao tentar virar numa esquina estreita, congestionou todo o trânsito; imagino que as tentativas demorariam por mais uns quinze minutos, não pude esperar o desfecho do caso. Um casal e duas crianças passavam por mim “você é o homem pequeno do papai”, e o menino fazia poses no vidro de uma empresa. O vendedor de passagens; “precisa de ajuda senhorita, alguma informação?” e os meus olhos analisavam todos aqueles movimentos.
A fila para entrar no ônibus acabou depressa e depois de cinco minutos sentada em uma poltrona, duas moças conversavam, “você estuda, trabalha?”; ao término da viagem estariam íntimas. Ao lado, um menino tomava refriger…

Tiradentes pode mesmo ser considerado um herói nacional?

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Por Rosiane Braga
Foto: Humberto Lopes

Eis a questão! O dia 21 de abril é colocado em evidência como o dia de Tiradentes. Este apelido veio da profissão de dentista que exercera com muita responsabilidade, mas o ofício que mais lhe promoveu foi o de soldado integrante do movimento da Inconfidência Mineira - que o levou à morte em praça pública, por enforcamento e esquartejamento.
José da Silva Xavier tornou-se o mártir da Inconfidência Mineira; um abalo causado pela busca da libertação do Brasil diante da monarquia portuguesa, ocorrendo por longos anos, no final do século 18. Quem nunca ouviu essa história?
Os livros de história fazem questão de preservar este acontecimento. Mas muitas pessoas acreditam que Tiradentes era uma mera figura representativa, e na verdade foi obrigado pelos seus líderes, a assumir a responsabilidade do movimento. Será? Sendo assim, presume-se que ele não morreu por questão de honra e sim para livrar a cabeça da liderança, pois Tiradentes era apenas mais u…

Carta de um indígena!

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Por Rosiane Braga
Foto: Arnaldo Arroyo

Minha raça habita essa Terra há muito tempo. Éramos felizes! Até que um belo dia ensolarado homens brancos chegaram por aqui determinados a matar todo nosso povo. Roubaram nossa Terra e a nossa Liberdade. O que mais queríamos era manter vivos nossos costumes, tradições e o ritmo de vida. Tudo deixou de existir!
Meu nome é Kuikuro, sou guerreiro e forte. Sempre luto para preservação dos costumes da tribo. Nossas habilidades são muito criticadas porque nos expressamos através das pinturas em nosso corpo. Colares, pulseiras tornozeleiras, cocares extravagantes são as nossas raras jóias. Poucas pessoas sabem que tomar banho todos os dias para nós é sagrado, mas insistem em nos chamarem de imundos.
Quando dançamos é para festejar ou amenizar sofrimentos. Nossa educação e por meio de atitudes e não de palavras. O espírito da coletividade reina aqui. Somos devotos de Tupã, o Deus indígena. Pajé morreu em luta. Foi na cidade pedir dignidade e morreu na …

Renove-se!

"Todo dia é um novo desafio a vencer. Desafios que aos olhos de muitos podem parecer tão simples e para outros tão complexos e insuperáveis, inerentes a condição física, idade ou sexo. Na verdade, são fases da vida de cada ser humano que jamais devemos esquecer. Isso nos servirá para não voltarmos insensíveis, frios e desinteressados. Isso nos servirá para valorizar a raça e a nossa condição de humanos. Aceitar que temos direito a errar, aprender e superarmos ...
A não deixar que a luta diária se torne a nossa cadeia perpétua; Dinheiro não é tudo na vida, e nem tudo tem preço. Não podemos deixar os valores fundamentais morrerem. É PRECISO RESGATAR A FAMÍLIA. E de verdade... Dedicar o tempo de que precisam nossos filhos, irmãos, esposas, maridos, mães, pais, avós... RESGATAR A VERDADEIRA AMIZADE, essa que não morre nunca, porque não tem compromissos e nem laços sanguíneos, e surge livre e espontânea, sem pedir e nem exigir nada.
Resgatar a confiança nas pessoas. Acreditar na pala…

Um minuto de silêncio

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Por Rosiane Braga
Foto: Raphael

Na semana passada os meios de comunicação estamparam as marcas da tragédia. Foram sonhos, planos, desejos e sorrisos levados pela força da natureza. Um deslizamento que deixou pegadas, gases e chorume que escorre por toda parte.
É Lamentável ver a atitude das autoridades após o ocorrido. Interditar o local agora só dá sossego aos rastros da morte que por ali ficou. No Brasil os problemas são vistos apenas quando chegam a um estado deplorável. ELES vedam os olhos!
O povo pede socorro! E as famílias que perderam seus entes queridos procuram o consolo. A ocupação irregular deve ser tratada igual à violência no Rio de Janeiro. Em situação de emergência a prefeitura liberou recursos para realização de obras, reparar os estragos.
Infelizmente a verba não trará a vida dos que foram. Sensibilizados com as vítimas, o povo brasileiro oferece apoio nesse momento de “exposição do lado sombrio da política de incentivos a ocupação ilegal de áreas de risco nos morro…

Senta que lá vem estória!

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Preparativo para a morte

Por Rosiane Braga
Foto: Nuno Ramos

Noite de sexta-feira 13 e a galera do Clóvis iria atacar. Clóvis era um homem temido por toda a população da cidade. De estatura baixa, gordo e pálido costumava se reunir com sua equipe para tramar suas maldades. Escolhia a data específica (sexta-feira 13), porque publicava seus feitos no jornal informativo da cidade e afirmava que ao chegar esse dia as pessoas já sabiam que alguma coisa iria acontecer. Clóvis queria tornar-se o marco.
O escolhido da noite foi Bolacha. Um menino de 20 anos que era irmão da ex-namorada de Clóvis. Seu relacionamento foi conturbado e desleal. Clarisse era ruiva e magérrima abandonou Clóvis e casou-se com Jerônimo, o dono de uma loja de carros. Bolacha foi pego pelos comparsas de Clóvis e levado até o cativeiro. Clóvis disse que Bolacha poderia escolher como seria a morte dele. O menino pediu que algumas de suas vontades fossem realizadas antes de morrer. Clóvis o atendeu.
Vontades de Bolacha: M…