Um olhar sobre a fumaça!

Por Rosiane Braga
Fotos: Ana Claúdia Severino/ Pintor

Todos os dias somos lembrados pelos meios de comunicação de massa de que devemos ser conscientes e preservar o meio ambiente. Além de ser um dever de todos e o fato de que sempre tem alguém para nos lembrar disto, a nova “moda” é que quem preserva pode ser remunerado. Não sou contra de forma alguma a projetos de incentivo a preservação ambiental.

Inclusive cito a iniciativa da Agência Nacional de Águas com o projeto produtor de água, que é um programa de adesão voluntária de produtores rurais que propõe a adotar práticas e manejos conservacionistas. O Programa oferece apoio técnico e financeiro à execução de diversas ações e ainda prevê a remuneração dos produtores participantes que será proporcional ao serviço ambiental prestado. Se os produtores rurais preservam, porque não serem compensados por isso!

Com o Protocolo de Kyoto, que é um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, surgiram várias discussões que desencadearam os créditos de carbono. As pessoas estão cansadas de saber que os gases produzidos no dia-a-dia sempre excedem vão para a atmosfera contribuem para o aquecimento e prejudicam o planeta.

Os países industrializados são obrigados a reduzir. Os países em desenvolvimento como o Brasil também precisam adotar medidas para a redução de gases. Como o nosso país não tem meta de redução, qualquer quantia de redução pode ser vendida para outros países industrializados, como créditos de carbono. Portanto o crédito de carbono pode ser considerado um método precursor para pagamento por serviços ambientais.

Os créditos de carbono são certificados emitidos para um agente que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional; comprar créditos de carbono no mercado corresponde aproximadamente a comprar uma permissão para emitir gases do efeito estufa. Eu preservo a minha casa, mas vendo ao meu vizinho a disponibilidade de poluir? O crédito de carbono pode ser uma alternativa, mas não a solução!

Por que o enfoque de perservação sempre é na poluição das águas e muitas vezes esquecem do ar? Reflorestamento, políticas para criação de novos parques, práticas adotadas por empresas, adoção do ICMS ecológico para preservação de aréas, podem ser soluções mais válidas e que devem ser sempre analisadas. Se a sociedade manifesta, ela direciona rumos para os nossos governantes tomarem atitudes. Eu não vou mencionar de que muitas vezes essa história de pagamento por serviços ambientais é uma bola de neve porque o aquecimento global esta derretendo tudo! O que será desse planeta azul?





Comentários

  1. Esse é o capitalismo querendo transformar a consciência ambiental em "negócio". O uso de energias limpas também favorece interessses, maiores ou menores.

    Não contesto, mas o objetivo economico, no sistema em que vivemos se faz presente em todas as esferas e as formas possíveis.

    Antes, penso que devemos discutir uma forma menos predatória de desenvolvimento, que passe pela reoorganizaçào social e política.

    Parabéns pelo texto e pela proposição. Bjo garota.

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  2. homem primata não sabia fazer nada, mas tinha paz, ar puro

    hoje homens "inteligentes" destroem tudo...

    há de se pensar nisso.

    bjs

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  3. Olá,td bem?
    Seu blog é altamente informativo, muito bom, parabéns!
    Bjs!

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  4. Adorei o Blogerr Linda...

    Seguindo. . .

    Beijos Flor!

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  5. Muito bom o post,
    os homens detruíram aquilo que devem proteger e cuidar. Como osganizamos e protegemos nossa casa, devemos fazer o mesmo pelo planeta, afinal, o que ele representa?

    abçS Moça
    parabéns pelo blog

    ______
    www.nolimitedamatematica.blogspot.com

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  6. Wellington Borges,um amigo por quem tenho um apreço imenso. Uma honra receber seu comentário.

    Ronaldo,
    Cris,
    Danielle Oliveira,
    e SoterO,
    um prazer ter vocês aqui...
    Beijos coloridos.

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