Violência contra a mulher!

Por Rosiane Braga
Foto: Mariana Gomes

Indignada! É assim que me sinto toda vez que abro os jornais e vejo casos semelhantes a roteiros fúnebres de cinema. Até onde vai o comportamento do homem? Do que é capaz? Não refiro a seriais killers, que não temos capacidade de definir a psique ao extremo estado de loucura, mas sim de indivíduos da sociedade que se apresentam como pessoas de boa índole, cidadãos respeitáveis, atraentes, bem sucedidos e muitas vezes membros ativos da comunidade.

Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer... Todos querem acompanhar a fantasiosa história de amor entre uma adolescente e um vampiro ou as aventuras fantásticas de Harry Potter e esquecem a realidade que estamos vivendo. Eu falo de Cara Burke, Maria Islaine, Penha Ferreira, Janete Nakashima, Polyanna Arruda e Eliza Samudio, essas mulheres não são as personagens de um dos livros de Stephenie Meyer, mas sim vítimas reais da violência.

QUEREMOS JUSTIÇA! Em cada esquina encontramos o apelo das famílias que sofrem assim como eu, indignadas e conscientes de que algo precisa ser feito. A Justiça brasileira é cega, mas não precisa ser surda. Posso afirmar aqui que concordo plenamente com Dr. Oscariano quando se refere à justiça como “Uma Justiça fria, distante da realidade do drama humano que lhe bate às portas, mas que se embevece com seu próprio gigantismo”.

Belo Horizonte, 21 de janeiro de 2010. Estampada em todos os jornais: cabeleireira morta com sete tiros pelo ex-marido. Maria Islaine de Moraes, de 31 anos, já teria feito pelo menos OITO boletins de ocorrência contra ele. Assim como, no ano de 2009 a JUSTIÇA negou proteção a Eliza Samudio. A juíza titular do 3º juizado de violência doméstica de Jacarepaguá, Ana Paula Delduque Laviola de Freitas declarou que por Eliza não manter qualquer tipo de relação afetiva, familiar ou doméstica com o jogador não podia se beneficiar das medidas protetivas, nem tentar punir o agressor.

Em minha opinião, um grande equívoco! O Pedido foi negado porque a juíza entendeu que a Lei Maria da Penha não poderia ser banalizada. Segundo ela, a lei existe para proteger a família, a companheira, não um caso eventual de encontros sexuais. COMO? Não se fala em outra coisa neste país a não ser “no caso do goleiro Bruno”. Revolta, fruto de má companhia e tantas outras explicações estão sendo apresentadas para acusar o goleiro. Prefiro esperar o desfecho desta história quando a justiça concluir o processo de apuração e apresentar o caso encerrado. As suposições confundem!

Cresce o número de casos de agressão contra as mulheres no Brasil! Apesar da violência, muitas mulheres não conseguem romper o relacionamento. Muitas dependem psicologicamente ou financeiramente dos companheiros e desistem de prosseguir com as denúncias. A Central de Atendimento da Secretaria de Políticas para as mulheres do Governo Federal divulgou uma pesquisa que registrou um aumento de quase 100% no número de denúncias. É Lamentável que casos como de Maria Islaine e Eliza Samudio não tiveram um final feliz, por falhas da justiça brasileira.

Ainda vamos acreditar! Denuncie.

Comentários

  1. Qualquer violência deve ser denunciada! Obrigado por seguir meu blog. Estou te seguindo também. Adorei o blog. Abraços!

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  2. Marcelo Nogueira Campos19 de julho de 2010 07:34

    Não devemos deixar que casos de violência contra a mulher, como os mencionados por nossa blogueira, caiam no esquecimento e se tornem apenas mais um. O Brasil possui uma das legislações mais avançadas do mundo no que se refere à agressão feminina. Precisamos apenas viabilizar sua execução.
    Como sempre um texto sóbrio, consciente, simples e muito refinado. Parabéns!!

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  3. Interessante, tenho pensado em escrever sobre violência contra a mulher, sua postagem veio me clarear mais a mente sobre o que escrever, ou como.
    Eu vejo que a justiça é falha em muitas questões... Deveriamos ter a justiça sempre pronta a nos apoiar, e não só nós mulheres; gays , crianças etc...
    Agora parece que será proibido até mesmo dar palmadas em nossos filhos. Isso é lindo né? Quando houver em nosso país uma lei que realmente proteja a criança será lindo. Por que até agora, crianças são entregues a pesssoas que deveriam protege-las e no entanto não as protegem. Hoje mesmo li no jornal uma criança dizendo que a mãe o ensinou a roubar. No mes passado um menino de 14 anos foi assassinado por ser gay... Um dos assassinos era do corpo de bombeiros. Temos caso da menina Isabela que dispensa comentários. Então me pergunto: Temos estrutura legal para nos defender de gente como Nardonis, como Brunos goleiros? Ou estamos todos sujeitos a nos tornarmos, Isabelas, Elisas? Por que a grande questão é: Estamos protegidos? Temos leis que impessam que coisas brutais aconteçam conosco e com nossos filhos e parentes? A impunidade é sim um absurdo, mas deveriamos ter leis que impedissem que tais agressões acontecessem.
    Me pergunto tbm: O Flamengo um time tão grande, uma nação como gostm de ser chamados, oferecem apoio psicológico a seus jogadores.
    Nossa gente!!!
    Crianças tem esses craques como idolos!

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  4. Augusto Barros,
    Marcelo e
    Rosangela,
    obrigada pela visita!
    Abraço amigo.

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  5. Oi, Rosiane.
    Acho que, por mais que a sociedade tenha caminhado, ainda somos uma sociedade machista, e não somente os homens, mas também muitas mulheres. Resquícios de séculos de visão machista, coisa iniciada no Gênesis, da Bíblia, talvez antes, até.
    Acho que a violência é a atitude de quem não tem razão e não tem um mínimo de controle sobre suas pulsões, como definiu Freud.
    Acho nossa justiça capenga em muitos aspectos (e é claro que há excessões), e na aplicação das leis, é frouxa. Adorei a frase que você citou: “Uma Justiça fria, distante da realidade do drama humano que lhe bate às portas, mas que se embevece com seu próprio gigantismo”. Há muita pompa na Justiça.
    No meu poema "Salva... ação" (http://eng-ivanbueno.blogspot.com/2010/07/salva-acao.html) eu faço uma leve ironia à salvação e uma breve crítica à Justiça (maiúscula, por que?).
    Chacinas, roubos, escândalos, nepotismo (ah, tão comum!), agressões a mendigos, menores de rua, pobres, favelados (como se todos fossem criminosos) e mulheres (seu tema central, aqui). É lastimável. Nossa Justiça precisa mudar muito. Não só ela, mas os 3 poderes, tão contaminados e cheios de pompa a serviço próprio.
    Parabéns pelo seu artigo.
    Beijo grande,

    Ivan Bueno
    blog: Empirismo Vernacular
    www.eng-ivanbueno.blogspot.com

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  6. Olá Ivan, obrigada pela visita!
    Concordo plenamente com a sua colocação.
    E tenho esperanças de que ainda algo pode ser feito para mudar a situação, afinal como diz o ditado " a esperança é a ultima que morre!"
    Abraço amigo!

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  7. Olá Rosiane de paso por tu blog te dejo un poema que puedes publicarlo si quieres en tu blog.
    Un abrazo.

    NO LE TIRES LA PIEDRA

    No le tires la piedra

    Para de ensoñar sin luz.
    La mujer tan bien arrastra cruz.
    Cambia tu pobre existencia.
    Sin negror en tu conciencia.
    No le tires la piedra.
    No le pongas cuño
    No cierres los puños.

    Tal vez no la claves tanto.
    Y escucha sus oraciones.
    Porque los que limpian llanto.
    Son los mismos maricones.
    Pollo so, cobarde.
    Levantar la mano.
    Eso no es humano.

    Te crees todo permitido.
    Olvidando cuerpo y alma.
    Quieres castigar la dama.
    He!!!de que padre tu as nacido.
    Mira si tu crees.
    Que te miento hoy.
    Me callo y me voy.

    Tu que querías ser santo.
    santo! tu, que rezarías.
    Porque cantando y rezando..
    Tu implorando pegarías.
    No le insultes mas.
    Tu santo sin luz.
    Llevarás la cruz

    No le grites, hombre Malo!!.
    No le digas burlerías.
    Porque tu mierdic regalo.
    Tendrás que tragarte un día
    Mañana veras.
    Sin voz y raencón.
    Pedirás perdón.

    Pero no creas que es permitido.
    Vender leche de otro pecho.
    Y aprovechar sin provecho.
    La parte que no as querido.
    No es la mujer que te a cumplido, y es ella la que tu has herido.
    Respecta la y ves .
    Rompere la cruz,
    Si enciendes la luz...
    Ella es mas que tu. Texto de Juan Nuñez

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  8. Obrigada por seguir. Também estou seguindo.
    E sem qualquer dúvidas, devemos trabalhar juntos contra os maus tratos.

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