Crônica de um baladeiro

Por Rosiane Braga
Fotos: Vânia Viana/ Mico/ Paulo Cesar

Piscou, balançou a cabeça, bocejou e fechou os olhos! Impossível, descrever neste espaço, caras e bocas vistas e analisadas até o terceiro dia do início de uma nova semana. Ignorância minha seria iniciar o texto com as numerações da quantidade de pessoas em que não foi vista sequer uma expressão onde é possível exercitar a musculatura da face e mostrar os dentes. Mas imaginei uma seqüência numérica desenhada semelhante aquelas nos cadernos das crianças que estão em período de alfabetização.

A imagem de números emaranhados e desfalcados já tomava todo o espaço da página, quando um lapso de memória me fez pensar que maior seria a dificuldade de compreender, porque as crianças em processo de alfabetização costumam contar até o numeral 5, pulam para o 7 e retornam para o 1. Sendo assim, quantas mesmo seriam as pessoas? Difícil não! Isso agora não vem ao caso, mas o que eu quero dizer é que tive uma “leve” impressão de que as pessoas não costumam sorrir.

Os dedos dos pés não foram suficientes para a análise. Desisti! É perceptível que para as pessoas que encaram o domingo ainda como o final de semana são aquelas em que o 2º dia da semana (a tão indesejada segunda-feira) são tomadas por olhares avermelhados, influenciadas por espirros e complementadas com bocejos. E o pior é que o bocejo pega. Mas por que mesmo? Acho que isso já é assunto para outra postagem. Querendo ou não, somos vítimas de um corpo mole, falta de paciência e mal humor.

Já na terça-feira o cenário se incrementa com aumento de piscadelas e fechar de olhos. Nesse caso, palitinhos não seriam suficientes para segurar as pálpebras. Como anda a produtividade? Veio agora a cena do saudoso Charles Chaplin no muito conhecido e memorável tempos modernos. E para a coisa funcionar é necessário uma mistura de café com coca-cola. E nos casos onde exige muito raciocínio?  É mesmo coisa de brasileiro, que vai empurrando com a barriga e resolve pensar só nos 45 segundos do 2º tempo. Entregar ou fazer, só no último dia e hora.

Com uma narrativa dos passados três dias não existe a mínima possibilidade de fazer um balanço. Uma pena, porque uma pitada de ironia depois de ingerir uma boa quantidade de álcool agregado a ousadia ilustraria as cenas. A monotonia “deve” persistir nas atividades diárias, mas que são inovadas a cada noite. Sei que o máximo da animação é utilizada na sexta-feira, afinal é o melhor dia para bebemorar. Com estilo de filhinho de papai, com um rolex pra carregar e a chave do carro sempre a mostra, o cara vai levando a vida e a vida o levando. Como agora é o início de aparecer às estrelas de terça-feira, fiquei curiosa para saber qual seria o programa até o nascer do sol. HuUmM, Infelizmente impossível porque ele dormiu!

Comentários

  1. Acorda! rsrs
    Garanto que vai adorar!
    Adorei o texto
    Um bj.

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  2. peço licença para divulgar meu novo post, se quiser leia e comente, bjs


    Poderão existir mais tesouros pelos caminhos do mundo mas, nunca compensarão iniciar uma outra aventuracom olhar de eternos amantes miraremos um ao outro então, sorriremos, daremos as mãos e iremos adiante.(leia inteira lá no blog) saudações poéticas!

    Valter Montani

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  3. Rosiana, bom dia! Estou passando pra dizer que tem selinho pra você. Pegue-o e participe da Campanha! Bjs, querida! :))

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  4. Muito boa a tua crônica.

    Expressa bem a tácita morte constante pela qual os seres humanos passam por passar.

    Numa vida onde a inversão de valores é capaz de tornar diletante o que de fato deveriamos tomar por interesse.

    Fantástica a forma que descreveu como em partituras as expressões faciais das pessoas e a relação das mesmas com as obrigações e a suposta "diversão" - sei que o suposta já excluiria a necessidade das aspas, mas a redundância foi proposital.

    Escreves muito bem, parabéns.

    Apesar do título excludente "Só para mulheres" me senti convidado pelo agregador e "Caetanístico" subtítulo "ou não?" e invadi o seu espaço.

    Como suponho que toda mulher goste de poesia (e são essas suposições extremistas e generalidades obtusas que fazem com que as mulheres nos classifiquem como idiotas, rsrs) te convido a passar no meu cantinho, onde, entre contos e crônicas encontrará também algumas poesias.

    Ademais, bela narrativa. Envolvente e rápida. Lí sem piscar os olhos.

    Beijos

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  5. Olá Rosiane, uma bela crônica, onde até o segundo dia da semana, considerado por nós como o primeiro, mereceu destaque. Caminhamos no tapete dos dias, divididos entre os que se destinam ao trabalho de produzir e acelerar as marcas do progresso, e o lazer que podemos nos proporcionar nos finais de semana. A divisão possibilita uma pausa para realinhar as ideias, condicionar o corpo e revigorar o espírito para prosseguir na missão.
    Estou publicando uma série inédita sobre Adhemar de Barros, escrita pelo amigo jornalista Carlos Laranjeira, em meu blog. Gostaria de contar com sua presença, sempre amiga!
    Bjos,

    Edward de Souza

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  6. Muito bom! Muito bom msm.. adoro crônicas no blogspot! bjos Segui! =)

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  7. Gisa,
    Valter Montani,
    Cristiane,
    Ângelo,
    Edward de Souza e
    Jônatas Amaral,
    Satisfação imensa em poder compartilhar palavras.
    Obrigada a todos pelo carinho.
    Beijos coloridos.

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  8. ola
    adorei seu blog e estou te seguindo
    me faça uma visita:
    www.flordelotus29.blogspot.com
    me siga. vou adorar que sejamos amigas
    beijos

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