A Mulher e a Câmara Federal I

Por Rosiane Braga
Fotos: Divulgação

"Os partidos preencheram as vagas apenas para cumprir a exigência. Ainda faltou o
apoio político para o crescimento da presença feminina tanto na Câmara como no Senado".
                                     (Fernanda Feitosa, Coordenadora do Centro Feminista de Estudo e Assessoria)

A Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o Brasil poderá apresentar uma queda maior no próximo levantamento realizado pela Organização que mede a presença da mulher no parlamento em diversos países. Na eleição de 2006, o Brasil encontrava-se na posição de número 104, mas desceu para a posição 106.

Os partidos de esquerda PCO 33,3%, PCdoB 26,2%, PMN 25%, PSTU 23,5% e PTB 23,4% foram os partidos com mais candidaturas femininas apresentadas proporcionalmente tanto para os cargos majoritários quanto para os proporcionais.

Deputada Manuela D Ávila 

A mini-reforma eleitoral (lei 12034/2009) alavancou o número de candidatas. Pelo texto aprovado, 10% do tempo na propaganda eleitoral deve ser reservado a elas, além de 30% das vagas e 5% da cota dos fundos partidários. O estado do Mato Grosso do Sul foi o único a alcançar 30% de candidaturas femininas. O pior desempenho de participação feminina nas eleições na disputa ao cargo de deputado federal foi à região Nordeste com 14,3%.  O destaque positivo ficou para as regiões Sul e Norte com 22,8% e 22,7%, respectivamente.

Deputada Ana Arraes



Entre os dez candidatos mais votados, três foram mulheres: Manuela D Ávila (PCdoB-RS), que foi a quarta mais votada em todo o país, com 482 mil votos, Ana Arraes (PSB-PE), quinta mais votada com 387 mil votos, e Bruna Furlan , décima, com 270 mil votos. Contrariando as pesquisas e a margem de crescimento, uma média de quatro novas parlamentares por eleição, a presença feminina no Legislativo em 2011 permanecerá a mesma: 56 representantes - 12 no Senado e 43 na Câmara.

Deputada Bruna Furlan


No Senado oito mulheres foram eleitas e garantiram 12 integrantes. Elas se somam a três senadoras com mandato até 2015 e uma suplente, Ana Rita Esgário (PT-ES), que assume no lugar de Renato Casagrande (PSB), eleito governador do Espírito Santo. O número pode sofrer uma leve queda caso o recurso do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) seja acatado pelo Supremo. Caso isso ocorra, a vaga conquistada pela deputada Marinor Brito (Psol-PA) deverá ser preenchida.

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