Dia da Imprensa

Por Rosiane Braga
Fotos: Retiradas do Google.com

Ainda acreditar em um quarto poder? Somos frutos de uma sociedade contemporânea e midiatizada e ainda me assusto quando ouço expressões como “o mundo vai se perdendo a cada dia, porque isso não existia antigamente”. As coisas nunca mudaram sempre aconteceram como antes, a simples e sutil diferença é que hoje somos “treinados” e capacitados para questionar a sociedade. Quem nos proporcionou essa “tal liberdade”? Nossa querida imprensa!

Antes o povo temia a repressões que hoje não cabem mais na sociedade. Pode-se notar que os casos que ainda aparecem são rapidamente questionados e criticados. Temos a liberdade de expressão, que com ética e em prol da comunidade, podemos disseminar textos sobre os acontecimentos da atualidade. Como articuladores, devemos defender a cultura, os valores nacionais e a diversidade. Antigamente não se falava sobre assuntos, não se assumiam, não questionavam e nem davam opinião.

Uma geração que ganhou timbre e voz, em meio a um país, que as pessoas ainda acreditam ter 100% de democracia. Por ser instrumento de comunicação de um povo que corre contra o relógio, sofre o imediatismo e esquece tudo com o tempo, devo lembrar-me deste dia com reflexão. Para ser mais objetiva, com mais uma das minhas reflexões. Nada melhor que naquele cenário de uma tarde de sol quente, em pé na fila de espera para a mesma coletiva da semana passada e que o assunto relevante é o aumento de dez por cento nos números, já com atraso de 25 minutos: podermos montar o suporte dos gravadores, microfones, blocos e canetas e imaginar que sem nós, os conhecidos profissionais do “microfone”, eles seriam meros objetos e a imprensa não existiria.


Logo neste dia dedicado à imprensa, nós jornalistas devemos mesmo se orgulhar de vivenciar o cotidiano da mídia, porque somos  poucos que ainda restaram. Todos sabem que se escolhemos este caminho é por amor a uma profissão que ainda nos obriga a ouvir provocações de que “qualquer um é jornalista”. Bom, um minuto de silêncio para a provocação de que “não precisamos de diploma para exercer o que ainda chamamos de profissão”, porque temos classe e não se deve gastar argumentos para este tipo de ironia. O ideal neste momento é engolir seco mesmo. Sabemos que somos muito importantes para a humanidade e que a nossa categoria não é valorizada. Mas, não vale à pena reivindicar direitos em dia de comemoração! Estamos cansados de ouvir que quem faz isso gosta de aproveitar das oportunidades, ou melhor, noticiamos isso, todos os dias!

O importante é acreditar que “as divergências e discordâncias devem ser encaradas como sinal de riqueza intelectual”. Cada vez mais, o debate de idéias deve ser estimulado para entendermos à proporção que a imprensa alcançou em nosso país e o público que ela atinge. Como personagens vivos e precursores da informação, devemos difundir com compromisso o papel que nos cabe, e ainda acreditar que problemas que afetam a imprensa Mundial como a falta de liberdade de expressão e censura, vão deixar de existir.

 "A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo." (Alberto Dines)


Comentários

  1. gostei muito desse Blog, textos bem interessantes,

    voce esta de Parabens pelo Blog Rosiane :)
    Att,
    @sawuelbruno

    http://sawuelbruno.blogspot.com/

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  2. Oi Gisa, Beijo para você também.
    Valew @sawuelbruno, sigo-te.

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