Lives of others

Por Rosiane Braga
Fotos: Retiradas do Google.com

Certo dia, busquei entender porque o tão enigmático ser humano preocupa com a vida alheia. Repostas como o medo da solidão, a falta de delicadeza e o ensejo que sempre aparece podem ser complexas para quem realmente deveria ser chamado de “fofoqueiro” ou “bisbilhoteiro”, mas aprendi que essas pessoas devem ser tratadas com cautela. Talvez procurando versões para decifrar o mau comportamento, inibe atitudes drásticas, consideradas comuns pelos telespectadores das vítimas. Ouço muito por ai que pessoas que preocupam com a vida dos outros devem ser levadas em consideração porque isso é a maneira própria que elas têm de ver as coisas. Sobre esta afirmação prefiro não comentar porque a intenção da postagem é mais ou menos te mostrar que em algumas ocasiões tem mais lucro quem finge de surdo e mudo.

O que é complicado para aquelas pessoas que possui grande probabilidade de enfurecimento instantâneo. Afinal, ninguém tem sangue de barata! Discordo do saudoso Sérgio Buarque de Hollanda no clássico “Raízes do Brasil”, quando aponta que somos um povo cordial e intimista. Antes que alguém se manifeste, não deixo de reconhecer que não somos um grupo étnico homogêneo e muito elogiado pela receptividade, mas o próprio meio determina que as pessoas sejam cada vez mais expansivas se libertando da característica de intimistas. 

A globalização permite que conheça uma pessoa por meio de uma ferramenta na rede e a tendência destas informações é sempre alcançar maior projeção. A evolução dos meios midiáticos tende a nos surpreender sempre. Ser discreto e reservado está cada vez mais difícil hoje em dia. E lidar com as pessoas que procuram “expandir” a sua vida, mais ainda.  Mas tudo é possível quando há uma preparação de espírito. O importante é tentar relevar. Difícil? Sim. Mas possível.

Não sei se podemos considerar como característica generalizada, mas talvez um bom exemplo seja a cultura do povo italiano. Na Itália, as pessoas consideram aqueles que preocupam com a vida alheia e falam cotidianamente das alegrias e tristezas dos outros como os realizadores de terapia. E ainda descartam a possibilidade de inveja e maldade. E isso não é invenção de modernidade! Em 2005 foi lançado um livro no país em que revela que fazer fofoca faz bem à saúde. É relaxante, não engorda, rejuvenesce e melhora o humor.

Sabe-se que determinação de comportamento é impossível, principalmente para aquelas pessoas que não possuem um preexistente autocontrole. O certo é analisar reações alheias e fazer mesmo uma reflexão da melhor maneira de reagir com as pessoas que são “preocupadas” demais com você. Difundindo as palavras do grande Mago, Paulo Coelho: “Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você ACHAR que está no caminho certo, outra é ACHAR que seu caminho é o único!” Ou como se diz em uma roda de amigos “procure não se irritar com os portadores de alto-falante e em situações de risco imagine os ouvidos debaixo do braço”.

Uma Semana Abençoada!
Beijos coloridos...

Comentários

  1. Talvez nosso curiosidade, seja uma maneira de tentar esconder nossos próprios erros, talvez

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  2. A curiosidade nos move às descobertas...

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  3. Bom dia...Rosiane
    conhecendo teu cantinho, se me permite...

    beijo meu'

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