RetrÔ TV


Por Rosiane Braga
Fotos: Retiradas do Google.com

Em muitos dos meus “desabafos” contidos neste espaço sempre nos refiro como frutos de uma sociedade midiatizada. Esse fenômeno de midiatização é estruturado pela forma que a mídia ocupa na ordem social e é modificado de acordo com as mudanças tecnológicas e culturais da contemporaneidade. Todos os dias surgem novos meios midiáticos, mas hoje gostaria de recordar o dia em que mais um meio de propagação da informação começou a vigorar. Cito a forma com que as coisas foram transmitidas por meio de um sistema eletrônico de reprodução de imagens e som de forma instantânea. Revirando meu baú e folheando contextos históricos vivo e compartilho com vocês o dia em que o primeiro canal de televisão da América Latina foi inaugurado. Há 61 anos atrás, no dia 18 de setembro de 1950 o povo deixava de saber histórias contadas por pessoas com seus rostos dentro de caixas de papel para ver notícias por meio de um sistema de teledifusão. Nascia a TV Tupi!

Os aparelhos de última geração vão tomando conta do mercado aliados a ânsia do homem de adquirir o novo e moderno, motivo este que faz com que a cada dia presenciamos o lançamento. Dizer que a televisão poderá um dia se tornar apenas objeto decorativo em um ambiente da casa, é o mesmo que dizer que o jornal impresso vai ser substituído por jornais na internet. Os dados apontam que os brasileiros passam em média 3,5 horas por dia em frente à televisão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 36 milhões de brasileiros assistem canais pagos. Este número tende a aumentar e comprova o desafio que os canais abertos de televisão têm. Devem procurar a inovação para conquistar o seu público. O desafio é deles com a propagação de qualidade, dos fabricantes para suportar os avanços de transmissão e nosso com a escolha do produto de qualidade. Em uma horizontal ligada à informação, objeto e público ganha quem tem compromisso com inovação e credibilidade. Cá entre nós, tem dia que o consumidor sofre.

Gostaria de saudar o fundador disto tudo Assis Chateaubriand, pela colaboração com o desenvolvimento dos meios de comunicação. Nós que vivemos em um meio jornalístico muito desafiador sabemos o quanto um meio de comunicação faz diferença na expansão da notícia. Agora, como ela deve ser transmitida pode ser assunto para outra postagem. Não querendo mudar de assunto, contam que no dia da abertura da TV Tupi a solenidade contou com um hino especialmente composto para a ocasião, chamado “A Canção da TV”. Ao ar, foi uma série de atrações que incluíam concertos clássicos, esquetes humorísticos e apresentação de cantores do rádio. Há muitos acontecimentos curiosos neste dia, mas acredito que o mais inusitado foi o de que Chateaubriand teria quebrado uma garrafa de champanhe em uma das duas câmeras, fazendo com que a TV no Brasil entrasse no ar apenas com 50% de sua capacidade. E ainda para completar, depois da inauguração, a equipe se deu conta de que não sabiam a programação do dia seguinte. Aconteceu mesmo? Não sei! Só sei que me contaram isso por ai e pela época não é muito de duvidar. 

          

A Televisão ainda é muito importante na vida dos brasileiros, pode ser que esse valor deixe de existir com o tempo, pois, as futuras gerações serão frutos de uma sociedade mais globalizada. 

Ainda presenciaremos muitos episódios das tentativas de Silvio Santos para a busca da audiência, que são muitas e o Peoplemeter medindo os pulos de audiência da Rede Record e da líder Rede Globo de Televisão. Não quero ser tão radical e apontar a programação da televisão brasileira como um lixo não cultural. É verdade que alguns dos programas para não dizer a maioria precisam de reformulação ou que deixem de existir. O problema é que alguns deles influenciam o meio popular e forma o pior tipo de opinião. São eles tendenciosos e populares! A disputa pelas emissoras brasileiras de conquistar a audiência faz com que a programação seja renovada e isso já está acontecendo. Não quero defender os críticos que emitem opiniões sobre a qualidade dos programas, mas muitos deles são pseudo-intelectuais que defendem muitas vezes a sua cultura literária. A precariedade existe, mas acredito que não chega ao ponto de ignorar o conteúdo da TV brasileira.

Comentários

  1. incrível esse texto
    muito bem escrito .. gostei bastante
    parte que mais achei interessante
    "programação da televisão brasileira como um lixo não cultural." :)

    Att,
    sawuelbruno™

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  2. Há muitos anos não assisto nada de tv... Porque não encontro nada que valha a pena,

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  3. Interessante seu artigo sobre a Tv (brasileira)
    quando nos eramos crianças, meu pai dizia que se ficassemos assistindo tv o tempo todo,teríamos atraso de vida, porque iamos perder as boas coisas que a vida lá fora ia nos mostrar...e a tv manipulava nosso comportamento, então ele nos ensinou a ler, brincar, ir aos parques, praticar esportes, hj não sinto falta de passar horas assistindo tv... e hoje tenho filhos e tenho adotado a mesma medida, embora o canais de tv no Japão são totalmente diferente, é muito mais educativo... existes regras e comportamento a qualquer hora do dia ou da noite...mas um bom livro é muito mais atraente e um belo passeio as tardes no parque...
    um grande abração pra ti.
    Giovanna

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  4. Adorei o texto!
    Eu não assisto televisão...leio jornal na internet e vejo as notícias na net também...heheehh
    beijinhos!

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