O Brasil e a Copa de 2014


Por Rosiane Braga
Fotos: Retiradas do Google.com

Dois anos é o tempo que falta para o início do maior Campeonato Mundial de Futebol com sede no Brasil. Neste período surgirão muitas especulações e questionamentos sobre o evento. A indignação de algumas pessoas é sustentada pelo fato de um país emergente e carente de direitos básicos aos cidadãos ter dinheiro disponível para aplicar em um grande evento esportivo. Ligado ao fato de um evento promissor para a economia brasileira está os interesses políticos e a ganância de muitos empresários com os lucros do campeonato. Mas o Brasil e seus problemas em saúde pública, educação, segurança e saneamento básico continua! No período da Copa de 2014 vai ser mostrado um país onde o Rio de Janeiro continua lindo e que os brasileiros são “juntos num só ritmo”.

Na semana passada foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Lei Geral da Copa. Esta lei define as regras para a realização do Mundial de 2014. A proibição de bebidas alcoólicas em estádios não foi liberada nem expressamente proibida no texto. Um artigo somente retira para os períodos da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, a proibição prevista no Estatuto do Torcedor. Com a mudança na lei nacional, algumas interpretações dizem que passa a valer e decisão dos governos dos estados, que tem leis específicas que proíbem a venda de álcool nos estádios. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo já se manifestou e disse que o governo vai se reunir com representantes dos estados e das cidades-sedes para que a venda de bebidas alcoólicas seja permitida. Os prós e contras, nós iremos acompanhar no decorrer dos dias. 


Os ingressos foram divididos em quatro categorias e os valores fazem parte de um acordo entre Congresso, Governo e FIFA. O relator da Lei Geral da Copa, deputado Vicente Cândido, divulgou que a "categoria 4" terá entradas a US$ 50, mas estudantes, idosos e beneficiários de programas de transferência de renda pagarão metade desse valor. Os ingressos da "categoria 3" custarão cerca de US$ 100, a "categoria 2" deverá ter entradas a US$ 450, e os ingressos da "categoria 1" custarão em torno de US$ 900. Ficou estabelecido na lei, que 300 mil ingressos vão ser disponibilizados para o grupo mais barato, o grupo 4. A reserva de 10% dos ingressos de valor mais baixo em cada partida da seleção brasileira foi vetada por Dilma. Já nos jogos da Copa das Confederações serão vendidos cerca de 50 mil ingressos na categoria 4.

Ingressos a meia-entrada serão vendidos aos estudantes em todas as categorias. A presidente vetou o artigo segundo o qual regras estaduais municipais sobre descontos não se aplicam ao evento. Lembrando que o Estatuto do Idoso prevê que pessoas com mais de 60 anos poderão comprar ingressos pela metade do preço em todas as categorias. O texto estabelece que a FIFA deve sortear os ingressos populares entre classes prioritárias acompanhada pelo órgão federal competente. Estes e outros assuntos foram discutidos e apresentados na Lei Geral. Como vimos, a parte burocrática está sendo discutida. O Balanço divulgado pelo governo federal que revela que apenas 5% das obras para a Copa do Mundo de 2014 foram concluídas é preocupante. Mas vamos acreditar que isso faz parte do jeitinho brasileiro de que deixa tudo para a última hora. Copa do Mundo de 2014! Até lá teremos muita conversa por aqui, mas cá entre nós, não foi nada agradável assistir “a nova seleção brasileira” perder para a Argentina no último amistoso. A maestria de Messi também preocupa!

Comentários

  1. Passando pra retribuir sua visitinha. Que show de bola seu blog. Parabéns. To seguindo é claro... boa semana

    ResponderExcluir
  2. Oi colega blogueira.
    Copa 2014: do jeito que está a nossa seleção e pelo preço dos ingressos, nós a assistiremos pela televisão. Ah tem mais: ainda chegarão as propagandas do tipo: assista a copa em alta definição, compre uma nova televisão, em 24 prestação.
    Só faltará sermos eliminados pela Argentina.
    Esse é o Brasil.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  3. O jeitinho brasileiro de atrasar obras chama-se superfaturamento, quando o empreendimento é a atrasado é pode até duplicar de preço para ser concluído e se torna muito mais complicado de fiscalizar. Olho aberto com o nosso dinheiro.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

SP Fashion Week N44: Osklen

Sandálias da Ipanema ganham novas cores

Carmen Steffens apresenta linha de chinelos

Conheça os danos da maquiagem vencida

Vestidos elegantes na cor preta, a partir de R$69,90