De olhos abertos e orelha em pé!


Por Rosiane Braga
Fotos: Retiradas do Google.com

Há dias não falo de complexidade. Às vezes é importante mencionar aspectos do mundo interno das pessoas, me refiro a aspectos que esses indivíduos se relacionam com o mundo social.  Uma dor que ninguém vê. Vivemos uma vida sobreposta por pessoas notáveis e como membro participante e atuante de uma propagação excessiva do que chama a atenção, hoje me exaltei com o mundo! Com aquela sociedade imposta para mostrar a dor e apelar pelo emotivo.

A tragédia como forma de lucro. É realmente complicado falar de circunstâncias subjetivas com um povo que corre contra o relógio e que não liga pelos problemas alheios. A verdade é que só sentimos as dificuldades dos outros quando deparamos com elas ou situações semelhantes em nossas vidas. O ser humano precisa saber do que acontece, é necessário saber dos atos que o ser humano é capaz de fazer. Mas como sempre digo, o homem é um ser racional sempre imprevisível.  A informação é necessária, o que não, é a apelação ao sofrimento para tapar as trapaças.

O assunto é extenso quando se trata do direito à informação e o papel da mídia na sociedade. Ambos recebem ampla proteção constitucional, mas não possibilita em alguns casos a violação da personalidade do indefeso. A indignação é o descaso que o povo sofre, a desigualdade exacerbada acoplada com a exploração dos “inferiores”. Além disso, a forma como alguns meios de comunicação divulgam, exploram e escandalizam o sofrimento. Os hematomas no rosto de quem foi agredido, com close; o corpo da mulher assassinada no chão; o doente agonizando e aguardando a vaga na UTI; a criança abusada pelo próprio pai são meros exemplos do que é massivo e infelizmente cotidiano.

Parar para pensar! O interessante não é ter a dó, pena nem assistir ou ver. É reconhecer que enquanto vivenciamos os desastres, nossos representantes mencionam exercer o direito de se calar perante a nós, telespectadores e massa da sociedade. É reconhecer que tentam “tapar o sol com a peneira” com as cenas de violência enquanto o maior sensacionalismo gira em torno de engravatados que vivem ao ar condicionado trocando farpas para passar o tempo. 

O fato é que neste circo, nós estamos atuando como os palhaços. Enfim, reconhecer que enquanto descobre quem levou a maior mala de dinheiro, essa mesma mala poderia servir para investimentos em segurança, educação, saúde e outros serviços. Acho que deciframos as entrelinhas da apelação ao emotivo da mídia. Discutir sacos de dinheiro, leva tempo. Enquanto que com o sofrimento dos outros, eles ganham tempo.... A manipulação é assunto para outro dia. Um desabafo.... 

Comentários

  1. Rosiane minha linda, passei para retribuir sua visita ao cantinho da minha Malu, dizer que é muito bem vinda, estou te seguindo tb, beijos e fica com Deus, da Thy, mamãe do anjo Malu... www.anjomalu.blogspot.com.br

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  2. Vim retribuir sua visita e agradecer por fazer parte do meu blog, obrigada e parabéns ótimas postagens no seu blog. visite meu outro blog http://atividadespedagogicasprofgracilene.blogspot.com.br/

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