Liderando esforços?!


O brasileiro Bráulio Dias, que há um ano está à frente do secretariado executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB) informou esta semana que reuniu elementos suficientes para assegurar que o Brasil é o país que mais avançou no esforço pela conservação ambiental. É bom lembrar que no início do ano uma pesquisa realizada pelo Grantham Institute, da London School of Economics (LSE), e pela ONG Globe International – destacou a aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, como uma das medidas criadas pelo país para combater as mudanças climáticas. Apesar das divergências sobre a nova legislação ambiental brasileira “estamos” sendo notados lá fora. 

Como são poucos os avanços estabelecidos pelos tratados internacionais sobre a redução de efeito estufa e ainda persiste a dificuldade de se chegar a um acordo global, os países estão criando suas próprias leis para combater as mudanças do clima. A pesquisa revelou que dos 33 países analisados, 18 deles apresentaram progressos significativos na criação de leis nacionais de combate. Os países em desenvolvimento apresentaram mais avanços, enquanto nos países desenvolvidos eles ocorreram em menos quantidade. O documento mostra ainda que o progresso mais significativo de 2012 ocorreu no México, onde foi aprovada uma lei na qual o país se comprometeu a reduzir em 30% as emissões. 


O Canadá que em 2011 anunciou a sua saída do Protocolo de Kyoto, onde os países industrializados se comprometem a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, foi o único país que não apresentou nenhum avanço na legislação ambiental. Já o Brasil, além da aprovação do código florestal, tem o comprometimento de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. De acordo com o nosso representante na ONU, nos últimos meses ele tem tentado estimular autoridades de todos os continentes a adotar um novo modelo de desenvolvimento que incorpore a sustentabilidade e promover a preservação da biodiversidade no planeta. Questionado sobre o cálculo preciso de quanto se gasta atualmente com a conservação ambiental, o biólogo disse não ter números precisos. 

Não podemos esquecer de que há quase dois anos, um estudo informou que entre nove países, o Brasil era o menor investidor na preservação de cada hectare de suas florestas. Enquanto o Brasil desembolsava, em média, R$ 4,43 por cada hectare de suas unidades de conservação, na Argentina o índice era cinco vezes maior (R$ 21,37), no México, nove vezes (R$ 39,71) e, na África do Sul, 15 vezes (R$ 67,09). Nos Estados Unidos, país da lista que mais investia na conservação ambiental é R$156,12 por hectare (35 vezes a mais que o Brasil) e, na Nova Zelândia, R$ 110,39. O estudo "Contribuição das unidades de conservação para a economia nacional", já mostrou que a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico são compatíveis.

É comprovado em cálculos que, caso o governo garanta a conservação nessas áreas ambientais e invista mais nelas, o aproveitamento econômico desses territórios irá aumentar.  O Brasil tem que ampliar os investimentos no setor ambiental aliado aos em infraestrutura para o turismo. O próprio secretário executivo da CDB, Dias, afirmou que muitas ações dependem menos de recursos financeiros e de mais vontade política e garante que, se os países adotarem metas de desenvolvimento baseadas em padrões sustentáveis, a conta poderia ser significativamente reduzida. Assim como o Bráulio, acreditamos que o país tem mostrado capacidade de avançar nesta agenda ambiental: conseguiu reduzir desmatamento. Como ele bem diz, a sociedade está envolvida e precisa ser mais envolvida. O problema é mesmo a distância entre o que as pessoas falam e a prática. 

Comentários

  1. Aí, Rosiane, eu acho que nunca eu não li coisas tão interessantes como aqui. Aí, essa coisa é interessante, mas eu sou leigo pra debater, mas quero colocar alguns pontos.
    ............
    Pronto! Coloquei.
    Mas, falando sério, comprometimento e prática não é a mesma coisa. Não é ou não é?
    Os que lidam com preservação têm uns inimigos mortais nos que querem exaurir recursos para o bem próprio, e o mundo que se lasque. Acontece que o número dos segundos é um milhão de vezes maior que o dos primeiros. Os governos (que estão no time dos segundos) se comprometem demais, mas por baixo dos panos dá nojover o que acontece.
    Caraca, será que eu virei derrotista? Num sei. Acho que não. Gosto de pensar que pode melhorar. Não sei se sei pensar que vai.
    Mas eu tenho plantas, amo as vidas, não fumo, vou mais de bike que de carro, economizo água, manero na luz (gasto muita luz lendo seu blog, é vero). Então, gosto de pensar que faço minha parte. Ínfima mas consciente. Ridícula mas importantíssima.
    Seu blog é tudo. Sério.
    Beijoca.

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