Mulher, Viver sem Violência


Segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, o número de agressões contra mulheres relatadas ao governo federal por meio do serviço Ligue 180 cresceu 600%. Por meio dos números pode-se comprovar que o avanço das medidas contra violência da mulher continua. Inclusive ressalto que no blog já foram mencionados fatores relevantes que contribuíram para evolução do processo e reafirmo que a cobrança de uma punição mais rigorosa ao agressor contra a mulher sempre foi uma das causas defendidas neste espaço. O Ligue 180 é um serviço gratuito focado na orientação das mulheres vítimas de abusos e seu encaminhamento para órgãos da polícia, da Justiça e demais serviços de enfrentamento da violência contra a mulher, como centros especializados e casas abrigo.

Leia também: Amparo as MARIAs

Questionamento feito em uma postagem anterior e que ainda persiste é o risco que as mulheres correm após a queixa. Cheguei a argumentar que as ocorrências registradas por mulheres que foram agredidas já deveriam ser consideradas graves. Neste caso, as mesmas não precisariam nem passar por um longo processo de análise para decidirem a penalidade ao agressor. A própria ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Eleonora Menicucci ressaltou que uma das falhas da rede de proteção às mulheres vítimas de violência ocorre justamente na hora dos juízes determinarem medidas para proteger as vítimas.

De acordo com Menicucci, depois que uma mulher agredida procura a polícia, o delegado pode pedir à Justiça que imponha ao agressor uma série de normas e regras que o impedem de se reaproximar da vítima. Alguns juízes determinam tais medidas quase imediatamente, outros demoram muito para tomar uma decisão. Às vezes eles demoram mais de um mês, exigindo atestado psicológico, atestado de saúde mental, laudos, o que não é necessário, é mais para atrasar. A boa notícia é que o governo federal já está agindo para acelerar a concessão dessas medidas pelo Judiciário.

O Programa Mulher, Viver sem Violência foi lançado nesta quarta-feira (13). O programa prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira, que integrarão serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda em todas capitais. O modelo é inspirado no implantado em El Salvador, que tem o Cidade da Mulher, um centro de atendimento e assistência às mulheres, que reúne desde serviços de saúde até cooperativas de crédito. Em seu último pronunciamento na televisão, Dilma disse que a redução das diferenças de gênero passa pela intensificação do combate aos crimes contra as mulheres, que ela classificou de “monstruosos”, como a violência doméstica e o tráfico sexual.

Dados da Central de Atendimento à Mulher revelam ainda que no ano passado, dez mulheres foram vítimas de maus tratos a cada hora. Em 70% dos registros, o agressor é o companheiro ou o cônjuge da vítima. Acrescentando os demais vínculos afetivos, como ex-marido, namorado e ex-namorado, o número sobe para 89%. A presidenta disse nesta quarta que o país, a sociedade e os governos precisam se aproximar, cada vez mais rápido, da tolerância zero em relação à violência contra a mulher. A população está mais ciente de que existe uma lei para proteger as mulheres da violência doméstica, mesmo assim ainda falta a mudança total da mentalidade (de que os homens não têm direito de agredir as mulheres). O aumento das denúncias significa que as mulheres estão acreditando mais nas políticas públicas e nos serviços de acolhimento. Estão acreditando que a impunidade do agressor está chegando ao fim. 

Comentários

  1. Aí, Rosiane, os escritos aqui são muito legais, dava até uns forus bacanas(forus é aquele negócio que todo mundo fala pra caramba).
    Olha só, eu digo que a violência se cria. Ela não vem assim de hoje pra hoje e o cara dá um cafunga-lelê nas costas da mulher. Vê só, a violência se cria, se alimenta, se encobre, elticetras. Pô, isso virou moda por vários fatores. De saída, e não estou acusando a mulher, que sem dúvida é vítima nessa história, um dos primeiros fatores de fatos é que a mulher, quando vê que o cara é um porco doido, não despista e vai pra outra. Às vezes um rinoceronte parece bonito para uma mulher, o cara é macho e tal. Algumas suportam, por um tal de amor (que é uma flor rouxa) um monte de anos levando cafunga-lelê. Aí, a maioria desses casos, em que o cara é um tremendo covarde, se cria de que naquela ali ele pode bater, já que dos homens ele apanha. Pô, quero registrar que a luta contra a violência contra as mulheres começa pelas mulheres, que devem tomar sentido assim que o cara perguntar na primeira: 'onde é que você foi? quem você pensa que é pra sair sozinha?' Pô, isso é agressão. É a primeira e já basta. Manda o cara à m... à esquina, e ele não se cria. Eu conheço uma mulher que o cara encostou a mão nela na primeira, vieram os quatro irmãos dela e fizeram um bife de alcatra dele. Pô, o cara ficou uma seda.
    bejocas

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  2. Olá Rosiane,

    Quando não há tolerância, conversa, argumentos e amor surge a violência. Precisamos de mais educação para mudar essa triste realidade! Uma ótima quinta-feira!

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  3. Olá

    Antes de mais fico grato pela visita e por me seguir, isso permitiu-me descobrir o seu belo blogue, parabéns por isso. Quanto ao seu post sobre a violência doméstica é uma calamidade que urge combater ainda há dias escrevi sobre isto no meu blogue penso logo existo, onde deixei alguns conselhos práticos. É urgente terminar este flagelo. Uma vez mais parabens e até breve. Abraço

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  4. Olá, Rosiane.
    Acabamos de acompanhar o primeiro julgamento transmitido no Brasil, e ele justamente corrobora essa postagem tão tocante. Precisamos, de todas as formas, a todo custo, por todos os meios, em todo o tempo, resgatar a integridade da figura feminina na mente do homem em formação e formado. certamente há uma questão sociológica até aqui irrespondível: a maioria de tais homens teve ou tem a figura da mãe presente. Que tortuosidade de espírito, que desvio da psique poderá nos explicar o que lhes sucede, que prazer obtêm? Penso que devêssemos mesmo ter diversos fóruns, como alguém acima comentou. Precisamos nos debruçar sobre isto. O dom da vida e a felicidade do ser são preciosos demais para serem oprimidos e conspurcados pela doença da possessividade e do falso poder.
    Quero deixar uma palavra para o seu blog, Rô: maravilhoso.
    Um abraço

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  5. Os dados são assustadores =O

    ... E seu blog é de utilidade pública e venho hoje buscar minhas flores ;)

    Beijos =)

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  6. Extra blog, good job !

    ADD ME !
    http://tomaszrepeta.blogspot.com/

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