O papa é pop!



“Caríssimos irmãos,
...verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os padres cardeais na eleição do novo sumo pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.
BENEDICTUS PP XVI”

Foi em uma manhã de segunda-feira que os olhos do mundo se voltaram para o Vaticano, fevereiro o mês. Ninguém imaginava que 2013 seria o ano da primeira renúncia de um papa na era moderna. Depois de quase oito anos de pontificado, a renúncia veio como um tratamento moral para o catolicismo. Se a idade pesou foi porque o fardo estava excessivamente pesado, mesmo para um papa. O que fazer depois que o comandante considera não ter condições para defender o quartel e abandona seus soldados? A partir do dia, as especulações não pararam. Qual era o motivo que levou o líder mundial da Igreja Católica a abdicar do Papado? 

Todos perguntavam... As repostas vieram, qual verdadeiramente procede ninguém sabe.  O papa Bento XVI justificou sua decisão alegando idade avançada e disse ter consciência da gravidade de seu ato. Em 19 de abril de 2005, após a morte de João Paulo II, o alemão Joseph Ratzinger, assumiu o posto em meio a um dos maiores escândalos enfrentados pela Igreja Católica em décadas - a denúncia de abuso sexual de crianças por clérigos. Aos 78 anos, Ratzinger foi um dos cardeais mais idosos a ser eleito papa. O pontífice deixa o cargo quando a instituição erguida há mais de 2000 anos está adoecida por padres pedófilos, escândalos financeiros, vazamento de documentos e tráfico de influências.

O jornal italiano La Repubblica garantiu que a desistência do cargo deu-se após a leitura de um dossiê, encomendado pelo próprio papa e elaborado por três cardeais. Nele, o espanhol Julián Herranz, o eslovaco Jozef Tomko e o italiano Salvatore De Giorgi denunciam uma trama de corrupção, sexo e tráfico de influências no Vaticano. A publicação revela que a encomenda foi realizada depois de vazamentos de documentos confidenciais em um escândalo que ficou conhecido como Vatileaks, que revela um sistema de "chantagens" internas baseado em fraquezas sexuais e ambições pessoais. A jornalista não esclarece como teve acesso ao documento, mas afirma que o texto de 300 páginas que se refere a um "lobby gay" dentro do Vaticano, foi entregue em dezembro ao pontífice.

O porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, declarou que tudo não passa de "Fantasias, invenções, opiniões".  E advertiu ainda que não comentaria a reportagem e que os cardeais envolvidos não aceitariam conceder entrevistas. Mesmo depois de tantas denúncias e demonstrações da realidade da igreja no mundo, a renúncia do papa Bento XVI deve ficar em segundo plano no legado deixado por ele. O papa demonstrou firmeza no enfrentamento às denúncias de pedofilia dentro da Igreja Católica Apostólica Romana e às intrigas, assim como a defesa da tolerância religiosa. Apesar de ter certezas férreas em relação a temas como a homossexualidade e o uso de preservativos e anticoncepcionais. 

De fato sua renúncia foi coerente e as pendências que deixou são os novos desafios. Os cristãos devem sim gratidão ao papa emérito, mesmo com idade avançada cumpria seu dever com dedicação, generosidade e cuidado com a igreja. O futuro papa terá a imensa tarefa de resgatar a imagem da Igreja Católica no mundo. Precisamos de um pastor com poder de decisão e que seja muito forte na fé. Católico significa “totalidade” e não devemos viver a fé pela metade. Um católico não enfraquece com os problemas que surgem. Independente de ser a religião católica, faço minhas as palavras do Bento XVl proferidas na Praça de São Pedro na sua última aparição pública a milhares de fiéis: “Deus não deixará afundar a Igreja, mesmo em águas agitadas”. 

Comentários

  1. Olá, seu blog é muito legal, parabéns, gostei do título. Estou te seguindo.Obrigada pela visita e por seguir meu blog :)
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  2. Esse Papa deu o que falar, até ele cansa um dia...

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  3. Seu Blog é muito bom, estou seguindo e acompanhando !

    Será um prazer ter sua presença e opinião em meu blog:
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    Abraços

    Caio

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  4. Oi Rosi,

    momento importante esse, que a igreja atravessa.

    Um abraço e ótima semana para você!

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  5. Aí, garota, a gente já se vê pelos comentários aqui que a coisa toda é xaropes pra comentar. Sou o quinto a falar, mas três comentaram sem comentar e um ameaçou, fez que ia, mas acabou não fondo. Aí, eu conheço o Ratzinger de outros lances. Entre outras façanhas, Ratz cobriu o padre Tomislav Vlasic no caso que ele teve com uma bósnia chamada Rufina. O padre teve um filho com ela, mandou a amante para a Alemanha e escrevia para ela. Menina! Um dia, a locatária pegou uma carta dele para a Rufina e... póim! Dedurou o padre! A denúncia foi parar na Congregação para a Doutrina da Fé. Nome à beça, né? Essa Congregação substitui a antiga Inquisição. Ratz era justamente quem presidia. Ele chamou o amantão para a Itália, deu uma prensada no bichinho e o botou pra ser padre em Parma... O filho? Ah, filho, a gente esquece... Ratz cobriu gente à beça! Só nos EUA e no Canadá, tem pedófilo para encher um trem. David Yallop tem um livro sobre até a época do Wojtyla. Lamaçal. João Paulo I foi suicidado porque tinha visto a lama e falado: vou arrumar. Arrumaram ele. Daí, Wojtyla preferiu arrumar a cama mesmo e deixar de querer arrumar o inarrumável. Não é ou não é? Aí entrou o Ratz. Agora saíram ele. Renunciaram ele. Quem vem poraí? É um brasileiro. Certezinha, certezinha.
    Aí, blogaço, blogaço, blogaço
    Abração

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