O clamor dos catadores


Desde o fechamento do Aterro Sanitário de Gramacho estamos questionando o destino da categoria de catadores de papéis recicláveis em nosso país, principalmente após a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Foi na 1ª Conferência Livre de Meio Ambiente de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis do Estado do Rio de Janeiro, realizada nesta semana, que estes trabalhadores puderam se manifestar. Desde que o governo disponibilizou verba para empreendimentos de material reciclável os profissionais procuravam uma maneira de serem ouvidos. 

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Uma das reivindicações dos catadores é que os resíduos sejam destinados às cooperativas em vez de serem enviados às empresas de reciclagem. A Conferência também foi oportuna para debaterem a implantação de coleta de lixo seletiva nos municípios e a possível negociação das prefeituras diretamente com as cooperativas de catadores. Com a proibição dos lixões a nossa maior preocupação é com a implantação de medidas que envolvam estes profissionais. Em todo o processo de viabilização de prestação de serviço não podemos esquecer que os catadores devem ser os protagonistas da história. 


O maior objetivo deles é a implantação da coleta seletiva com a inclusão de toda a categoria. A sugestão é de que as prefeituras contratem as cooperativas como prestadoras de serviço. O coordenador do projeto Catadores em Rede Solidária, Dione Manetti, quer fortalecer a organização social e econômica dos catadores para que possam organizar melhor o processo produtivo. O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, participou da abertura da conferência e reconheceu que o ponto fraco do processo ainda é a baixa implementação de coleta seletiva nos municípios.

A boa notícia é que em breve serão inaugurados dois galpões de reciclagem na região onde funcionou o Aterro Sanitário de Gramacho. De acordo com o secretário, serão gerados empregos para cerca de 250 catadores, que vão se tornar recicladores, agregando valor ao material coletado. Além de receber resíduo reciclável da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), parte da coleta seletiva do município de Duque de Caxias poderá ser processada nos dois galpões. 

Comentários

  1. Temos briga pelo lixo e temos ainda tanto lixo na ruas, nos rios, na natureza. Claro que a prioridade deve ser pelo social, pelos catadores. Mas quando o lixo torna-se fonte de lucro, a história muda. Meu Brasil brasileiro... Um abraço para você, Rosiane!

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