Blocos de carnaval completam anos de história em 2014

Wilson Dias/ Agência Brasil
A cultura não deve morrer. Esse é o significado em iorubá do primeiro bloco afro do Maranhão, o Akomabu. Antes do grupo veio o Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN), criado em 1979, com atuação mais política. O povo ia às ruas por democracia. Hoje, são 600 associados entre crianças e adolescentes; uma congregação de dança, música, o tambor e a religião. Para o sociólogo Alderico Segundo, o impacto do Akomabu na cultura maranhense vai além dos blocos afros. “A influência afro não está só no que diz respeito aos instrumentos, a gente percebe na questão do uso de indumentária, nas alegorias, na própria dança", salientou.

O combate à discriminação está nos versos. "Chibata, corrente, pra mim tudo já se quebrou, preconceito e racismo ainda não acabou. Mostre as armas meu pai é preciso lutar pra fome e miséria ter que acabar. Akomabu combatendo o preconceito e o racismo, revela o passado do negro que estava escondido”, diz a letra da música Negro e uma falsa abolição. O bloco completa 30 anos, no dia 3 de março.

Rafael Rolim/Uol

No Rio de Janeiro, o Simpatia É Quase Amor também chega aos 30 anos. Este ano, o bloco já entrou na Avenida e reuniu milhares de pessoas na Orla de Ipanema, zona sul do Rio. O desfile foi aberto com uma homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, morto depois de ser atingido por um rojão, quando fazia a cobertura de uma manifestação. À frente do trio, um painel trouxe imagens dos padrinhos Dona Zica da Mangueira e Albino Pinheiro, do humorista Bussunda e de Aldir Blanc, inspirador do nome do bloco, tirado de um personagem de seu livro Rua dos Artistas e Arredores, Esmeraldo Simpatia É Quase Amor.Quando o Simpatia completou 15 anos, foi gravado um CD com todos os 15 sambas do bloco, cantados por nomes como João Nogueira, Martinho da Vila e Beth Carvalho, Monarco e Elza Soares.

Boa informação
Os blocos afro há 40 anos arrastam milhares nas ruas de Salvador. Em 1974, no Bairro da Liberdade, dois amigos decidiram criar uma agremiação carnavalesca formada só de negros. Nascia assim o Ilê Aiyê que levou novos ritmos para a festa e contribuiu para a criação de outros blocos afro, como o Malê Debalê (1979), Olodum (1979), Muzenza (1981), Cortejo Afro (1998) e o Bankoma (2000). No carnaval deste ano, o tema do bloco é Do Ilê Axé Jitolú para o Mundo, “Ah, se não fosse o Ilê Aiyê”, que vai contar o contexto histórico em que o bloco foi criado. “O Olodum criou esse ritmo com o músico Neguinho do Samba, nos anos 80, em Salvador”, diz o presidente do bloco, João Jorge. Além dos desfiles, a maioria dos blocos promove ações educativas e de formação profissional para os moradores das periferias. O Olodum, por exemplo, ensina 460 crianças e jovens da região a cantar e tocar um instrumento.
                                                                                                                                         Adaptado com informações da Agência Brasil

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