“Eu não mereço ser estuprada”

Indignação! Esse é o sentimento das mulheres que tiveram acesso à pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ela apontou que 58,5% dos entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase: "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".  Em análise a afirmação, pesquisadores explicaram que em maioria, os entrevistados concordam que se os homens não controlam seus apetites sexuais é porque as mulheres os provocam. Ainda, para 42,7% dos opinadores, “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

Valesca Popozuda; Daniela Mercury e sua mulher Malu Verçosa também protestaram
Daniel Cerqueira, coordenador da pesquisa, diz que a principal conclusão é que a sociedade brasileira está impregnada pela cultura machista. O resultado teve repercussão nacional.  A novela “Em Família” criticou o pensamento machista e orientou as mulheres sobre a importância da denúncia. A campanha “Eu não mereço ser estuprada” foi organizada na internet pela jornalista Nana Queiroz, que mesmo sendo elogiada pela iniciativa recebeu ofensas e ameaças. A idealizadora explicou que as mensagens são agressivas e até defendem a prática do estupro, por isso, decidiu dar queixa na Delegacia da Mulher. Neste domingo, o Fantástico entrou na campanha e encerrou o programa com muitas manifestações. 

Na semana passada, a atriz norte-americana Angelina Jolie se emocionou ao participar na Bósnia em campanha contra estupro de guerra. Jolie estava acompanhada de William Hague, Secretário de Relações Exteriores Britânicos e afirmou que não pode haver nenhuma paz enquanto as mulheres em zonas de conflito ou de pós-conflito forem estupradas com impunidade. Em 2014, a Corte Superior de Nova Delhi, na Índia, confirmou a pena de morte para quatro homens condenados pelo estupro coletivo de uma estudante de 23 anos, em um ônibus, em dezembro de 2012. A Corte ressaltou ainda que o crime motivou protestos no país contra crimes sexuais contra mulheres, mas se encaixa na "mais rara das raras" situações em que se permite a pena de morte. No Brasil a campanha já mobilizou milhares de pessoas e o que se espera é que as mulheres não deixem de prestar queixa a polícia, para que se dê um basta à violência sexual.

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